sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

2012 Mais um Ano Novo


Recomeçar a escrever
Preciso de um momento para recomeçar a escrever
Voltar a sentir
Voltar a acreditar
Saber que posso ser o que quiser
... Fazer um balanço
É mais um baloiço
Um ir e vir de sensações
Um ir e vir de certos e errados
De sins e nãos
Nesta encruzilhada de sentimentos
Posso voltar a ser Eu
Cheia de boas intenções
Num baú de boas acções
Onde consegui arrumar o menos importante
Agora vem o Ano Novo
E disseco o Ano Velho
Nos projectos, nos desejos
No que fiz ou deixei por fazer
Nos sonhos e nos pensamentos
Mais um ano transformado no dia de amanhã
Ou talvez o dia de amanhã
Se tenha transformado num ano
Com um dia depois de outro
 

sábado, 26 de novembro de 2011

Homenagem ao Fado




Vamos contar factos da vida
Cantar desilusões e amarguras
Porque o fado é isso
Porque o fado fala de sonhos perdidos

Vamos cantar o fado
É tão fácil falar de partidas
Porque o fado é tristeza
E tem gosto de saudade

Fado não rima com alegria
Fado rima com solidão
E noites vazias
No meio da multidão

Fado rima com emoções fortes
Marcadas pela dor e pelo desespero
Não há fado sem paixão
E a paixão é efémera e violenta

Conta uma história triste
E tens fado
Lembra um amor que perdeste
E tens fado
Rima palavras com emoção
Pois o fado entra assim no coração

(Porque eu escrevi isto um dia)

domingo, 1 de maio de 2011

Mãe
eu vou até além
para te ver para te ter
Nós gostamos de ti
e eu gosto de um javali
Muito bem
Mãe
Eu queria ir à quinta
mas que grande pinta
Mãe

escrito pelo António
e ajuda da Maria
dia da Mãe/2011

domingo, 17 de abril de 2011

“Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo.”(Mark Twain)

Preciso escrever
porque o mundo parece que vai submergir num desfiladeiro
Não
Não é o mundo
É apenas este instante da minha existência

Um momento
que no momento seguinte vai ser outro momento qualquer
Mas se não o agarro
Se não o consigo dissecar
Ele vai acabar por apodrecer numa gaveta

Este medo deu lugar à surpresa
Depois veio a revolta
Só mais tarde as lágrimas

Convoquei os anjos
Escrevi uma carta a Deus
E pedi que lha entregassem
Usei também a energia para contactar o Universo
(Podiam habitar departamentos diferentes)

Só lutamos para sobreviver
Quando a dor é tão forte
Que nos faz pensar que paramos de respirar

Esperei……
Voltei a abrir a gaveta
Enquanto esperava a resposta

O momento
em qualquer momento
passa a ser o momento seguinte

Portanto vai ter de ser mesmo assim
Vai ter de ser agora
É isto que faço
É isto que sei fazer
Corto
Disseco
Reduzo a pó

E enterro
Só fazemos as perguntas quando sabemos as respostas
……. e Ele mandou-me fazer trabalho de casa
17.04.2011

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011



Apetece-me escrever um poema político
onde as palavras se engulam umas às outras
na quantidade perfeita de dizerem banalidades.
Discursar sobre a matéria de um determinado propósito
ou na qualidade do ar atmosférico
dentro de um contentor do lixo.

Apetece-me escrever um poema político
cheio de vírgulas e exclamações
com expressões maculadas
de grandeza e transpiração
onde comunguem o vazio e o utópico
dito e desdito na afirmação seguinte.

Apetece-me, mas não o faço.
vou utilizar o tempo em algo mais produtivo
vou desligar o computador
e ouvir o som do silêncio.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

2012


2012

Tomara que não…

Que tudo continue da mesma maneira
Que as pessoas continuem a existir
Na monotonia das suas vidinhas
Que compitam
Que guerreiem
Que se matem
E não se respeitem

Tomara que não…

Que tudo continue da mesma maneira
Que exista internet e comunicações
Que continuem a querer espiritualidade em pó
Que mintam
Que roubem
Que não tenham tempo
Que corram
E que gritem

Tomara que não…

Dar-me-á muito mais trabalho se for sim
Que eu não precise
Lutar para sobreviver

Apenas existir para crescer
Com calma e tranquilidade
Num Paraíso plantado por mim

terça-feira, 26 de outubro de 2010





Acordem-me!!!!!


Se eu voltar a adormecer
e achar que dá muito trabalho despertar

Se eu voltar a fechar os olhos
e o sono me apanhar desprevenida

Se eu voltar a sentir-me cansada
e procurar uma almofada qualquer

Se eu pensar que repouso
é deixar o meu corpo inanimado por aí

Por favor, acordem-me!

Pode ser o barulho estridente do telemóvel

Pode ser o som inconfundível da chaleira

Pode até ser um safanão doloroso

Acordem-me

Para que possa continuar
a procurar o sentido das coisas

Para que possa pegar
num vaso e cultivar novas plantas

Para que possa ter vontade
de lavar a cara e começar de novo

Para que possa sentir
que sem estar acordado
não vale a pena viver

quarta-feira, 28 de julho de 2010

(um dia em Junho)

PRIMAVERA

Turbilhão de cores
Doces e acres
Amálgama de cheiros
Agrestes e gentis
Ventania de sons
Quentes e orvalhados

Os seres da Natureza
Estão em festa
A Vida vibra
O Sol aquece os espíritos
E alimenta os corações

Numa azáfama constante
Todos os elementos se unem
Numa comunhão de intensidades
Com o objectivo
De renascer
De recrear
De se soltarem de um Inverno
Que acabou

Ressurgida das profundezas
A planta rompe a terra que a esmagava
E mostra a beleza
E a coragem
Como uma lição de vida
Em que a persistência leva à vitória
Porque o Caminho
Tem como objectivo
A Luz do Sol

quinta-feira, 22 de julho de 2010


Neste momento eu podia escrever tudo o que quisesse, porque estes trânsitos mo permitem ou então vou apenas escrever o que é preciso que seja escrito (é incrível mas acabei de espirrar três vezes) … claro que, para os cépticos devo estar constipada… para os outros… bom, isso também não me interessa ….
Lucidez é o que não espero neste momento.

Sobre os trânsitos… pois, o mais certo, é o facto de as quadraturas serem os momentos que o cosmos dá (tipo oportunidade) para se agir ou pensar certo.... E DEPOIS SURGEM AS CONSEQUÊNCIAS, aquele momento em que tudo nos cai na cabeça como se o universo se voltasse contra nós…

E seria tão simples estar atento e não ter de chorar depois… mas quem quer sofrer por antecipação???????
Estou triste …. Estou de rastos …. Sim, esta é uma daquelas alturas em que nada parece fazer sentido.
Não olho as palavras, escrevo apenas ligada às teclas do computador e os erros acumulam-se … talvez apague tudo quando fizer a correcção do texto.

Ontem encontrei uma carta de jogar… segundo um amigo meu é uma forma dos mestres falarem ...

Perguntei ao tarot e às runas…

Olho os trânsitos e vejo os planetas a brincarem diante dos meus olhos…
Até o meu vizinho de cima se delicia a martelar o chão….
É o t-square a afectar-me ou apenas Neptuno a fazer das suas???

Não me interessa…. as lágrimas caiem sem querer … o meu altruísmo justifica que chore pela humanidade.
Peço aos deuses para que o vizinho pare de martelar…

Vou tomar banho e vestir-me e sair … e assim a humanidade foge da minha cabeça….


Vou gostar de ler o que escrevi daqui a algum tempo…….. mas agora a pergunta é se vou copiar isto para o blog…

Bom, uma coisa é certa os deuses não me ouviram e o vizinho continua a martelar e as lágrimas não param …

Ontem fui ver o “príncipe da Pérsia”…. Foi interessante reviver o jogo do computador…
Lá voltei eu ao passado…. A AREIA DO DESERTO AFECTA-ME quer no cinema quer na realidade…….. foi assim na Jordânia é assim quando alguém me fala do Egipto e é assim numa sala de cinema… há um passado que não consigo resolver ainda...

Quero acrescentar...
que, agora estou a escrever directamente no blog...
e o vizinho já parou...
e eu já sorri outra vez.

terça-feira, 25 de maio de 2010



Um pedaço de mim
estará sempre contigo
mesmo que não saibas
vais senti-lo
mesmo que não entendas
vais sabê-lo

Um pedaço de mim
já não é meu
partiu contigo

Amei-te
lutei
e
perdi-me

Mas volto a encontrar-me
um dia

domingo, 2 de maio de 2010


Ser Mãe
É o sonho do tempo da criação
plasmado num único ser
É dizer não quando a vontade diz sim
É o investimento de uma vida
no conceito de eternidade
É a magia criada libertação

Ser Mãe
É saber estar e partir no
momento certo
É um carinho de ti para mim
É um beijo em cada palavra
É ter os sentimentos como regra
e a razão como coração

Obrigado aos meus filhos por me terem escolhido como Mãe

terça-feira, 27 de abril de 2010


Não há cravos
mas era suposto haver liberdade
Não há palavras amordaçadas
apenas frases feitas
Não há respeito nem ética
não há gente honesta
Há um país corrompido
sem valores sem sentido
Há um seguir em frente
sem razão ou objectivo

Mas ainda resta a esperança
em cada Abril que vivemos
Há um grito e uma criança
e um passado que esquecemos
Uma palavra com força
na letra de uma canção
Onde a vontade que resta
faz bater o coração
Porque o futuro existe hoje
dentro de cada um de nós
E se acreditares também
junta a tua à minha voz

(Porque hoje comemorei o 25 de ABRIL)

sábado, 17 de abril de 2010

QUANDO NOS TEMOS DE DESPEDIR DE ALGUÉM
Quando a hora chega
chega também o medo.
A morte arrasta-nos para o desconhecido
que tanto tememos.
Se nos isolarmos tudo vai passar ao lado...

Tal como a Vida!

Estarmos inteiros
na Vida e na Morte,
desapegados do pormenor
e em comunhão com o Universo…

E sermos tudo aquilo que vale a pena Ser

faz com que a Morte
seja apenas um passo em frente
quando nos temos de despedir de alguém.
Eu pedi a um anjo
Ajuda para te encontrar…
Onde estavas Tu?
Num sonho…
Num caminho…
Nalgum lugar no meu imaginário…
Encontrei-te
Nas asas de um anjo…
No coração de uma galáxia
Numa conjunção planetária…
Soube
Quando te senti…
Porque entraste
No meu mundo…
No meu espírito…
Na minha alma…
Nas asas de um anjo
Eu quero ser Eu
Em mim
Contigo

terça-feira, 9 de março de 2010

São precisos momentos
Momentos

para ir e voltar
para sentir e pensar
para sofrer e chorar
e voltar e ir
de novo

Momentos

Um instante que segue outro
na eternidade do efémero
Sonho ou realidade
são momentos eternos
Onde o futuro não existe
porque o presente
de repente compõe-se

Momentos

São precisos momentos
para Sermos
mesmo quando não sabemos
quem somos

São precisos momentos
para sentir
a profundidade do abismo
ou
a imensidão do vazio

São precisos momentos
até para
ouvir o próprio coração
09.03.2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sonda Ulisses

Se preciso for
Eu parto na demanda
do meu coflito interior
E arrasto-me de odisseia em odisseia
Se preciso for
vou em busca de mim mesmo
peregrino deste destino meu
Se preciso for
Eu volto
e junto-me aos heróis
e elevo-me pelo poder dos Deuses
Mergulho na imensidão do conhecimento
e renovo-me
Entrego-me na profundidade
da transformação
E transmuto a sobrevivência
na existência do mito
que sou

terça-feira, 19 de janeiro de 2010


Porque as estrelas existem eu existo
Porque sou parte do Todo
na comunhão do Um
Porque acordo na manhã dos porquês
Porque me inebrio
ao elevar-me de mim
Porque as estrelas existem
Eu existo
Crio-me e recrio-me
na imensidão de mim própria
Porque cada peça
preenche por si mesma
o puzzle onde me insiro
Porque o meu caminho é meu
Eu atento à Vida
por pertencer à Constelação

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010


No Natal ficamos divididos entre duas tradições:
Se por um lado temos o Pai Natal
que nos faz lembrar as compras que ainda não fizemos,
por outro temos o presépio
que nos trás à lembrança uma história de vida contada às crianças
e que se vai perdendo no bulício da existência…
Usar o menino do presépio como referência
durante o Ano de 2010
e fazer dos conceitos da sua história
o lema das vossas vidas,
são os meus votos neste Natal.

Um Santo Natal
e um Ano Novo onde impere o Amor.

sábado, 19 de dezembro de 2009


História sufi (sobre o amor):

Se amas alguém e aos poucos a forma dela desaparece e vais ficando em contacto com o seu interior. E se fores mais fundo, até mesmo o interior da pessoa desaparece e abre-se o além.
Essa pessoa era apenas uma porta e, através da pessoa amada encontra-se o divino. Quando não se consegue amar precisa-se constantemente de provas e de rituais. O ser amado está sempre aí, é só deixá-lo revelar-se.
Se estiveres a dançar ao redor de uma árvore ela torna-se o ser amado.
Mas é difícil estar em contacto com o Universal, ele não tem princípio nem fim, ele é imenso. Por isso o caminho para chegar ao Universal passa normalmente por uma pessoa. Portanto é necessário amar.
E que o amor não seja uma competição mas uma plena aceitação do outro.
E tentar convidar o outro a fazer o mesmo, mergulhar em si, sem qualquer condição.
Isto pode acontecer em relação a uma criança e até a um animal de estimação, por exemplo se estiveres num relacionamento profundo com alguma coisa, essa coisa tornar-se-á Divina.
A chave mágica é fazer com que se penetre no âmago do outro. As pessoas esperam que os outros lhes dêem o que não possuem. Não tenhas expectativas pelos outros, deixa que eles sejam aquilo que são e tenta vê-los desse modo pois, ao encontrares o oculto dos outros, descobrirás a tua própria parte oculta.